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terça-feira, 8 de março de 2016

Como você reage quando é ofendido?


Muitas vezes somos vítimas de atitudes que nos ferem, por isso precisamos saber como reagir para que o sofrimento não nos leve a viver uma vida de infelicidade.
Esse é o grande desafio que a grande maioria das pessoas, infelizmente, não consegue vencer!
A um busca da superação deste desafio, como de qualquer outro, começa pelo conhecimento.
E isso em si já representa um grande problema, em função da dificuldade em se perceber que a infelicidade não é algo imposto por ninguém, do mesmo modo que a felicidade também não é algo que alguém possa nos dar.
Precisamos entender que tudo que as pessoas podem nos oferecer são, apenas, atitudes.
E as ações do outro só exerce controle sobre nós quando permitimos. O outro pode fazer algo ofensivo, mas para que a ofensa seja sentida, é necessário que a agressão seja aceita.
Exemplificando: você está andando na rua e uma pessoa que nunca viu na vida te chame de idiota. Qual será sua atitude?
Você vai passar o resto da vida sem poder pensar no assunto que já dá aquele "frio na barriga", ou vai simplesmente, esquecer, porque não teve muita importância?
Uso esse exemplo porque algumas pessoas tendem a pensar que a culpa por se sentir ofendido é do outro. Essas pessoas tem dificuldade em perceber que entre o outro agir de modo ofensivo e o se sentir ofendido, existe um longo caminho chamado decisão pessoal.
O outro cometer uma ação ofensiva é algo que independente de você, já você se sentir ofendido com esta ação é uma decisão única e exclusivamente sua!
Você é o único dono que suas emoções conhece e reconhece. Seus sentimentos responderão unicamente a você mesmo.
Esta é uma lição que requer que aprendamos urgentemente pois é ela quem vai nos fazer protagonistas da nossa própria vida, ao invés de meros espectadores.
Certamente podemos permitir que o outro nos atinja com suas ofensas, mas é imprescindível descobrir que isso sempre será uma escolha nossa.
Ninguém pode tirar a nossa autonomia quanto ao que sentimos. Ninguém pode nos obrigar a nos sentir ofendidos, por maior que seja a ofensa que nos dirigem.

Diante de uma ofensa devemos adotar a mesma postura que Davi, que na bíblia recebe o título de "homem que agradava a Deus", teve ao ser ofendido sem motivo algum pelo seu irmão mais velho: "Então disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não tenho motivos para fazer o que fiz? E desviou-se de seu irmão e continuou a conversar com os outros..." (I Sm.17:29-30)
Saber não dar importância à ação do outro, ainda que ofensiva, e aprender a "desviar-se" do ofensor é fundamental para mantermos o equilíbrio emocional e não sermos afetado pelas ofensas que outros possam nos dirigir.
Da próxima vez que alguém te ofender, que tal simplesmente ignorá-lo e seguir em frente?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A tristeza pode causar doenças

A relação que existe entre a mente e o corpo é muito íntima. Quando um é afetado, o outro se ressente. Então precisamos ter claro que o nosso estado emocional tem uma atuação muito mais ativa sobre o nosso organismo do que queremos assumir. 
Muitas doenças que nos acomete estão diretamente relacionadas aquilo que estamos sentindo. Por isso, é tolice menosprezar os efeitos que sentimentos como depressão, tristeza, ansiedade, mágoa, remorso, culpa, desconfiança, exercem sobre nós. Todos esses sentimentos geram reações no organismo que minam a sua resistência, e causam doenças.
Na bíblia, no livro de Provérbios 4:23, encontramos o seguinte conselho "de todas as coisas que você deve proteger, proteja em primeiro lugar as suas emoções, porque elas são o centro de sua vida". 
O conselho que Salomão dá é que devemos proteger os nossos sentimentos, se quisermos preservar a nossa vida.
Proteger os sentimentos tem a ver com tomar as decisões acertadas acerca do que é importante ou não em nosso dia-a-dia. 
Tem menos a ver com as coisas marcantes que nos acontecem eventualmente, e mais com os detalhes que inundam a nossa rotina.
Quando permitimos que as nossas emoções sejam conduzidas pelas circunstâncias, as colocamos numa posição vulnerável, deixando-as a mercê de coisas sobre as quais não temos nenhum controle, e que podem ser muito ruins, e o resultado pode ser uma doença.
Então como podemos guardar os nossos sentimentos? Jesus aborda o tema de maneira bem objetiva: "Porque vocês andam tão preocupados...? Olhem para as aves voando livremente, elas não plantam, nem colhem, nem armazenam nada, mas o nosso Pai do Céu dá a elas tudo o que precisam. Será que vocês não valem mais do que elas?" (Mt. 6:25-26)
Acredito que a única forma de guardar os nossos sentimentos é fazer o que Jesus nos ensinou e nos disciplinarmos a nutrir sentimentos opostos aos destrutivos.

Sentimentos como a fé, a alegria, o ânimo, a confiança e o amor vão gerar em nosso corpo saúde e bem estar. Isso ocorre porque esses sentimentos positivos causam reações que tornam o nosso organismo mais resistente. Assim, uma vida cheia de contentamento e movida pelo ânimo, vai redundar em saúde para o nosso corpo.
O segredo para nutrir sentimentos positivos que vão se opor aos destrutivos, está em "olhar" tudo o que nos cerca e focar naquilo que nos dá esperança.
É provável que a tristeza, a ansiedade ou o medo que você está enfrentando neste momento só está agindo porque você ainda não decidiu olhar a beleza dos "pássaros" ao seu redor, e não se permitiu ter o coração inundado pela alegria e esperança que eles proporcionam.
Cuidado isso pode te adoecer!
Tristezas sempre existirão, mas graças a Deus, os "pássaros" também!
Olhe para eles e seja livre!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Superando os sentimentos feridos

Penso que todos gostaríamos de ter a receita do que fazer para que as atitudes das pessoas não nos afetem. Isso porque, normalmente, elas afetam mais do que gostaríamos de admitir.

Entretanto, embora seja difícil assumir que podemos estar tristes com atitudes que nos feriram, é essencial “sondar o coração”, para que nele não se enraízem sentimentos nocivos a nós mesmos.

É vital fazer essa checagem periodicamente, pois na maioria das vezes apesar de senti-los, escamoteamos esses sentimentos, e assim eles ficam agindo dentro de nós, ocasionando doenças e uma vida de infelicidade.

A coragem para assumir que está doendo é a primeira etapa do processo de verdadeira cura de nossas feridas.

Toda cura se inicia pelo reconhecimento de que as feridas estão ali independente do fato de as assumirmos ou não.

Vendo desta forma não é de admirar o número de pessoas amarguradas e a enorme quantidade de relacionamentos que causam dor, ao invés de alegria. As vezes estamos inundados de dor porque as pessoas que amamos estão tendo atitudes que nos ferem, mas nos negamos a enxergar isso e trabalhar esses sentimentos. Dessa forma, ficamos presos a um círculo vicioso: no afã de mantermos um relacionamento para sermos felizes, ficamos numa relação que nos causa infelicidade, sem saber como lidar com isso.

Essa é uma realidade complicada, pois não temos controle sobre as ações dos outros, muito menos sobre seus sentimentos. Assim, quando menos esperamos somos, novamente, vítimas de atitudes motivadas pela raiva, pela inveja, pela traição, pela indiferença, pela ingratidão...

Ensinar como sobreviver a isso tem sido algo que encaro como minha missão.

O que não é nada difícil, já que como pessoa também passo por essas situações, então, o que faço é buscar em Deus como lidar com elas e ensinar aos outros aquilo que aprendi.

Ser ferido é algo natural, faz parte da vida, pode ocorrer até mesmo sem ação nenhuma do outro, bastando que as nossas expectativas em relação a ele não sejam atendidas.

Assim, o que fazer?

Em primeiro lugar, eu diria que é necessário reconhecer esse sentimento.

O passo seguinte é buscar em nós mesmos a reação causadora da dor, pois a verdadeira causa da ferida não é tanto o que o outro faz, mas o modo como reagimos a isso.

Pode até parecer complicado, mas é simples: quando uma pessoa te trai, por exemplo, obrigatoriamente, você vai sentir a dor momentânea que o fato causou. Mas, se você lidar com esse sentimento, convencendo-se que pode continuar vivendo sem que isso destrua a sua vida, e perdoando o outro para não passar a viver ressentindo tudo a cada instante, a dor passa e a ferida logo cicatriza.

Neste caso, isso significa que é o nosso orgulho e dureza de coração para conceder o perdão, o verdadeiro motivo para sofrermos tanto.

Por mais que pareça difícil, tenho descoberto que quando lido com os MEUS pecados, o problema causado pelo outro desaparece e eu consigo viver uma vida de alegria, ao invés de tristeza.

Em Provérbios 4:23, Salomão nos aconselha: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida".

O que Salomão estava nos dizendo era que o nosso coração (ou sentimentos), pode ser considerado como algo que abarca a totalidade do nosso intelecto, emoções e vontades. Ou seja, seremos felizes ou infelizes dependendo dos sentimentos que escolhemos ter.

Então, tudo o que temos a fazer é escolher o tipo de vida que queremos ter.
E isso não está nas mãos de ninguém... Somos nós quem decidimos!