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terça-feira, 15 de março de 2016

Como evitar a traição?



O que você faz quando descobre que pessoas que você confia estão falando mal a seu respeito?
Apesar de parecer uma pergunta retórica, cedo ou tarde qualquer pessoa terá que a responder na prática, por estar vivendo uma situação de traição. Portanto, todos deveríamos estar prontos para lidar com o tema sem maiores sobressaltos.
Se ainda não estamos, tratemos de nos preparar!
A questão começa pela definição do porquê uma situação desse tipo mexe tanto com as emoções de quem a vive. A intensidade das emoções se deve ao fato de estar envolvido um dos sentimentos dos mais difíceis para o ser humano lidar: a traição.
Traição tem a ver com ser infiel ao outro, e pode se dá em qualquer tipo de relacionamento: amoroso, de amizade, profissional, ministerial, familiar, etc. Ela ocorre quando se deposita a confiança, acerca de qualquer aspecto, sobre uma determinada pessoa, e esta não corresponder de maneira a manter esse aspecto como privado, envolvendo apenas os dois.
Independentemente do tipo de relacionamento, o mais importante ao lidar com a traição, é desmitificar a famosa desculpa que se baseia no “eu não tive a intenção”. Ninguém trai sem querer, ou sem saber!
Veja o que Jesus disse acerca da traição amorosa: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5-28).
Pesado, não é? Mas, o que Jesus faz é sinalizar quando a traição começa, já que esse é o ponto em que ela se concretiza ou é rechaçada. E ela tem início não no momento do ato em si, mas no momento em que se começa a flertar com a possibilidade de que ela ocorra. No relacionamento amoroso, a traição ocorre no momento em que se percebe que o “olhar” não é mais ingênuo. Na amizade ela se dá quando a conversa não se trata mais apenas dos dois presentes, mas envolve aquele que está ausente.
Em qualquer caso, a traição sempre vem acompanhada de muita tristeza, decepção, ressentimento e revolta por parte quem foi traído.
Tamanha dor deve sempre ser evitada, mas nesse caso a única forma de evita-la é não se envolver em nenhum tipo de relacionamento, e aí já viu, não vale a pena, não é mesmo?
O risco de traição sempre estará presente em qualquer tipo de relacionamento. Mas, por sermos seres sociais, viver sozinho é um preço alto demais a se pagar. Então, o que podemos fazer é minimizar a sua possibilidade, escolhendo pessoas que tenha como característica um caráter sólido. E caráter se revela nas ações!
Assim, se tornar amigo de que tem o hábito de falar da vida alheia, é pagar para ter a sua confiança traída e ver os fatos mais íntimos de sua vida sendo levado a outros.
Da mesma forma, assumir um relacionamento amoroso com uma pessoa “fácil”, vai acabar com essa pessoa sendo “facilmente” envolvida por outra.
Em suma, não seja seduzido por pelo discurso ou pela beleza. Quem tem princípios sólidos não trai!
Prefira sempre se relacionar com pessoas com princípios morais bem definidos.
São essas pessoas que se manterão firmes ao seu lado independente da aparência, da simpatia ou dos benefícios que o outro, ou as circunstâncias, possam oferecer.
Vale a pena, você não acha?





sexta-feira, 14 de junho de 2013

Superando os sentimentos feridos

Penso que todos gostaríamos de ter a receita do que fazer para que as atitudes das pessoas não nos afetem. Isso porque, normalmente, elas afetam mais do que gostaríamos de admitir.

Entretanto, embora seja difícil assumir que podemos estar tristes com atitudes que nos feriram, é essencial “sondar o coração”, para que nele não se enraízem sentimentos nocivos a nós mesmos.

É vital fazer essa checagem periodicamente, pois na maioria das vezes apesar de senti-los, escamoteamos esses sentimentos, e assim eles ficam agindo dentro de nós, ocasionando doenças e uma vida de infelicidade.

A coragem para assumir que está doendo é a primeira etapa do processo de verdadeira cura de nossas feridas.

Toda cura se inicia pelo reconhecimento de que as feridas estão ali independente do fato de as assumirmos ou não.

Vendo desta forma não é de admirar o número de pessoas amarguradas e a enorme quantidade de relacionamentos que causam dor, ao invés de alegria. As vezes estamos inundados de dor porque as pessoas que amamos estão tendo atitudes que nos ferem, mas nos negamos a enxergar isso e trabalhar esses sentimentos. Dessa forma, ficamos presos a um círculo vicioso: no afã de mantermos um relacionamento para sermos felizes, ficamos numa relação que nos causa infelicidade, sem saber como lidar com isso.

Essa é uma realidade complicada, pois não temos controle sobre as ações dos outros, muito menos sobre seus sentimentos. Assim, quando menos esperamos somos, novamente, vítimas de atitudes motivadas pela raiva, pela inveja, pela traição, pela indiferença, pela ingratidão...

Ensinar como sobreviver a isso tem sido algo que encaro como minha missão.

O que não é nada difícil, já que como pessoa também passo por essas situações, então, o que faço é buscar em Deus como lidar com elas e ensinar aos outros aquilo que aprendi.

Ser ferido é algo natural, faz parte da vida, pode ocorrer até mesmo sem ação nenhuma do outro, bastando que as nossas expectativas em relação a ele não sejam atendidas.

Assim, o que fazer?

Em primeiro lugar, eu diria que é necessário reconhecer esse sentimento.

O passo seguinte é buscar em nós mesmos a reação causadora da dor, pois a verdadeira causa da ferida não é tanto o que o outro faz, mas o modo como reagimos a isso.

Pode até parecer complicado, mas é simples: quando uma pessoa te trai, por exemplo, obrigatoriamente, você vai sentir a dor momentânea que o fato causou. Mas, se você lidar com esse sentimento, convencendo-se que pode continuar vivendo sem que isso destrua a sua vida, e perdoando o outro para não passar a viver ressentindo tudo a cada instante, a dor passa e a ferida logo cicatriza.

Neste caso, isso significa que é o nosso orgulho e dureza de coração para conceder o perdão, o verdadeiro motivo para sofrermos tanto.

Por mais que pareça difícil, tenho descoberto que quando lido com os MEUS pecados, o problema causado pelo outro desaparece e eu consigo viver uma vida de alegria, ao invés de tristeza.

Em Provérbios 4:23, Salomão nos aconselha: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida".

O que Salomão estava nos dizendo era que o nosso coração (ou sentimentos), pode ser considerado como algo que abarca a totalidade do nosso intelecto, emoções e vontades. Ou seja, seremos felizes ou infelizes dependendo dos sentimentos que escolhemos ter.

Então, tudo o que temos a fazer é escolher o tipo de vida que queremos ter.
E isso não está nas mãos de ninguém... Somos nós quem decidimos!