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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Frustração X Resiliência



Você já achou que as coisas lhe trariam felicidade. Já se pegou pensando que quando comprasse aquele carro ou casa, ou conseguisse aquela promoção ou viagem, seria a pessoa mais feliz do mundo.
Mas aí, conseguiu qualquer dessas coisas, e percebeu que o orgulho ou o prazer que decorriam delas eram tão efêmeros, que logo acabavam!
Assim, descobriu que projetar a felicidade em "coisas" é muito frustrante.

Você já chegou a pensar que a sua felicidade dependia de pessoas: pai, mãe, irmãos, primos, namorado, cônjuge, filhos, sogra, amigos, colegas de trabalho, vizinhos... Já se iludiu pensando que se fosse correspondido no amor que devotava a elas, nunca mais seria infeliz. Mas, aí veio a dor de ser ferido, justamente, por uma dessas pessoas, e com isso, viveu uma enorme frustração!

Você pode até ter começado a projetar a sua felicidade em Deus e acreditado que se fizesse tudo corretamente, Ele nunca iria negar nada, e lhe daria exatamente tudo o que pedisse. Tudo ia bem, até que um dia, por mais que orasse e acreditasse muito, mesmo assim, você não recebeu aquilo que tanto desejava! Então, mesmo parecendo que estava no caminho certo, você acabou se frustrando!

Esse quadro parece provar que as frustrações são impossíveis de serem superadas!
Mas, isso não é verdade!
Só é preciso que você supere esse padrão de pensamento para entender que a frustração é facilmente vencida, desde que a atuação seja na mesma dimensão em que ela ocorre, visto que a área em que ela age não é do lado de fora do ser humano, e sim no seu interior!

Você sempre precisará de coisas, poderá ser ferido por pessoas, e se frustrar por desejos que não se realizaram. Isso faz parte da vida! Mas você só será infeliz, se permitir que a tristeza domine os seus sentimentos quando essas coisas acontecerem.
Você precisa entender que o que lhe causa frustração não são as circunstâncias ou as pessoas, mas as suas decisões quando é atingido ou decepcionado em uma dessas áreas!

Tudo bem que viver qualquer evento desagradável, ou ter uma expectativa fracassada, nos faz experimentar a frustração. Mas, nesses momentos é preciso decidir corretamente o que fazer com esse sentimento, para deixa-lo para trás e seguir em frente, rumo as novas conquistas. O nome disso é resiliência!

Se fôssemos definir resiliência em termos psicológicos, poderíamos dizer que se trata de uma “tomada de decisão correta” diante de um desafio ou de uma circunstância adversa.
É a resiliência, ou a decisão correta tomada nesse momento, que lhe dará forças para enfrentar a adversidade, ou, ao contrário, você será derrotado por ela.

O apóstolo Paulo, apesar de ter vivido inúmeras frustrações, nunca foi paralisado por nenhuma delas, e nos dá uma grande lição do que é resiliência, na prática: “esquecendo-me das coisas que ficaram para trás, avanço na direção das que estão diante de mim...” (Filipenses 3:13-14)

Com esse texto podemos inferir que é preciso reinterpretar e ressignificar o que foi vivido, para alcançar um sentimento diferente no presente, e seguir em frente.
A forma como você pensa a sua história, norteará o modo como o seu cérebro interpreta o mundo e determinará o que você sente.

Então, ao contrário de se manter acorrentado à frustrações que já passaram, se permita viver coisas novas, virando a página e seguindo em frente.

Seja resiliente, enfrentando, superando e vencendo! Você já tentou fazer isso?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Superando os sentimentos feridos

Penso que todos gostaríamos de ter a receita do que fazer para que as atitudes das pessoas não nos afetem. Isso porque, normalmente, elas afetam mais do que gostaríamos de admitir.

Entretanto, embora seja difícil assumir que podemos estar tristes com atitudes que nos feriram, é essencial “sondar o coração”, para que nele não se enraízem sentimentos nocivos a nós mesmos.

É vital fazer essa checagem periodicamente, pois na maioria das vezes apesar de senti-los, escamoteamos esses sentimentos, e assim eles ficam agindo dentro de nós, ocasionando doenças e uma vida de infelicidade.

A coragem para assumir que está doendo é a primeira etapa do processo de verdadeira cura de nossas feridas.

Toda cura se inicia pelo reconhecimento de que as feridas estão ali independente do fato de as assumirmos ou não.

Vendo desta forma não é de admirar o número de pessoas amarguradas e a enorme quantidade de relacionamentos que causam dor, ao invés de alegria. As vezes estamos inundados de dor porque as pessoas que amamos estão tendo atitudes que nos ferem, mas nos negamos a enxergar isso e trabalhar esses sentimentos. Dessa forma, ficamos presos a um círculo vicioso: no afã de mantermos um relacionamento para sermos felizes, ficamos numa relação que nos causa infelicidade, sem saber como lidar com isso.

Essa é uma realidade complicada, pois não temos controle sobre as ações dos outros, muito menos sobre seus sentimentos. Assim, quando menos esperamos somos, novamente, vítimas de atitudes motivadas pela raiva, pela inveja, pela traição, pela indiferença, pela ingratidão...

Ensinar como sobreviver a isso tem sido algo que encaro como minha missão.

O que não é nada difícil, já que como pessoa também passo por essas situações, então, o que faço é buscar em Deus como lidar com elas e ensinar aos outros aquilo que aprendi.

Ser ferido é algo natural, faz parte da vida, pode ocorrer até mesmo sem ação nenhuma do outro, bastando que as nossas expectativas em relação a ele não sejam atendidas.

Assim, o que fazer?

Em primeiro lugar, eu diria que é necessário reconhecer esse sentimento.

O passo seguinte é buscar em nós mesmos a reação causadora da dor, pois a verdadeira causa da ferida não é tanto o que o outro faz, mas o modo como reagimos a isso.

Pode até parecer complicado, mas é simples: quando uma pessoa te trai, por exemplo, obrigatoriamente, você vai sentir a dor momentânea que o fato causou. Mas, se você lidar com esse sentimento, convencendo-se que pode continuar vivendo sem que isso destrua a sua vida, e perdoando o outro para não passar a viver ressentindo tudo a cada instante, a dor passa e a ferida logo cicatriza.

Neste caso, isso significa que é o nosso orgulho e dureza de coração para conceder o perdão, o verdadeiro motivo para sofrermos tanto.

Por mais que pareça difícil, tenho descoberto que quando lido com os MEUS pecados, o problema causado pelo outro desaparece e eu consigo viver uma vida de alegria, ao invés de tristeza.

Em Provérbios 4:23, Salomão nos aconselha: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida".

O que Salomão estava nos dizendo era que o nosso coração (ou sentimentos), pode ser considerado como algo que abarca a totalidade do nosso intelecto, emoções e vontades. Ou seja, seremos felizes ou infelizes dependendo dos sentimentos que escolhemos ter.

Então, tudo o que temos a fazer é escolher o tipo de vida que queremos ter.
E isso não está nas mãos de ninguém... Somos nós quem decidimos!